Como cuidar do carro em dias de chuvas mais fortes?

As fortes chuvas são responsáveis ​​por deixarem diferentes pontos de inundação nas ruas do Grande Vitória.com o acúmulo de água, motoristas surpresos por inundações que podem passar com o carro através da água e acabar com vazamentos com painéis nos controles de veículos elétricos.

O ideal é evitar alagamentos. No entanto, se não houver alternativa, verifique se o nível da água está baixo, ao nível dos pneus. Não se esqueça de levar em consideração que outro carro pode passar e causar uma “onda”. O responsável por “quebrar” os carros no meio da enchente é porque a maioria dos motoristas só olha para o nível da água e esquece que o volume pode ser alterado por outros veículos que trafegam pela praça.

Para motoristas que enfrentaram enchentes, é preciso estar atento para os cuidados especiais com o carro, afirma o gerente de pós-vendas da CVC, Luis Meirelles. É preciso levar o veículo em uma oficina especializada e de confiança para fazer uma avaliação e verificar o que precisa ser feito para consertar os danos, mesmo que o automóvel ainda esteja funcionando.

Confira oito dicas que o gerente de pós-vendas da CVC, separou para ajudar a manter o bom funcionamento do veículo e evitar danos ao sair em dias chuvosos:

  • A bateria é um componente responsável pelo funcionamento inicial do motor e estabilidade do sistema elétrico do veículo. Existem dois tipos de bateria fornecidas pelo mercado, a de manutenção baixa, que é aquela em que é necessário verificar o nível de fluído a cada três meses, e a bateria selada, que é aquela que não requer manutenção. A vida útil dessas baterias gira em torno de um a dois anos em média. Um detalhe importante ao fazer a troca da bateria é seguir as especificações do fabricante para evitar uma sobrecarga e danificar o sistema elétrico do veículo.
  • Devido à legislação que estabelece a obrigatoriedade de se ligar os faróis durante o dia em algumas vias, as lâmpadas passaram a ser utilizadas com mais frequência. Com o maior uso, as lâmpadas automotivas podem ter sua vida útil reduzida. Luis Meirelles orienta sempre que sair com o veículo, especialmente se for trafegar em rodovias, checar os faróis, faroletes, luz de freio. E alguns veículos têm computador de bordo que indicam quando a lâmpada está queimada.
  • Ao instalar pneus novos, é importante sempre colocar os recomendados pelo fabricante. Não é recomendado substituir o pneu por modelo maior ou menor, que seja desproporcional ao tipo do carro. Além de gerar um desconforto na dirigibilidade, isso pode alterar a estabilidade do veículo. É importante manter a calibração em dia, semanalmente conforme a especificação do fabricante (checar no manual ou na coluna da porta do motorista). O alinhamento e balanceamento são recomendados a cada 5 mil quilômetros rodados, bem como a inspeção dos pneus para verificar se há desgaste irregular e se é necessário fazer a regulagem de caster (nos veículos em que há essa opção disponível) e a convergência.
  • É importante verificar as pastilhas de freio. Alguns veículos trazem um dispositivo na própria pastilha que indica quando ela está próximo à tolerância mínima de desgaste. O fluido de freio deve ser trocado a cada 30 mil quilômetros, seguindo sempre as manutenções programadas no manual do veículo. Lembrando que, quando acende a luz de nível do fluido de freio no painel nem sempre é porque tem um vazamento, às vezes pode ser um indicador de desgaste da pastilha. Por isso, é necessário levar o veículo em uma oficina autorizada. Outro item importante, ressalta o gerente, é o sistema de freio de estacionamento, que deve ser inspecionado a cada 10 mil quilômetros.
  • Alguns veículos oferecem sistema de desembaçamento dos vidros traseiros. Nesse caso, o motorista deve evitar o uso em dias quentes ou desnecessariamente. Além de causar uma descarga da bateria, pode gerar o rompimento da resistência. Também é preciso cuidado na instalação de insulfilm para que o filamento não seja raspado causando a inoperância do sistema. Uma dica de Luis Meirelles, Caso o veículo não tenha o desembaçador do vidro dianteiro, é posicionar o fluxo de ar apontado para o vidro do para-brisa e ligar o ar-condicionado no frio. Isso vai fazer com que o vidro desembace, igualando a temperatura interna com a temperatura externa.

Via: www.agazeta.com.br